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Jovem na UTI: 8 em cada 10 casas de Tangará da Serra possuem focos do mosquito da dengue

A situação é preocupante em Tangará da Serra quando o assunto é dengue, chikungunya e zika vírus. De acordo com informações do setor de Vigilância Ambiental da Prefeitura Municipal, 8 em cada 10 imóveis visitados pelas equipes de saúde apresentaram pelo menos um foco do mosquito Aedes aegypti, transmissor das três doenças. O índice alto coloca o município em estado de alerta, principalmente neste início de 2026.


A dengue já fez vítima grave na cidade neste começo de ano. Uma jovem de aproximadamente 20 anos precisou ser internada na UTI de um hospital particular após ser diagnosticada com dengue com sinais de alarme — fase que pode evoluir para a chamada dengue grave, antes conhecida como dengue hemorrágica. O caso acendeu um sinal vermelho para as autoridades de saúde e reforçou a necessidade de ações mais intensas de combate ao mosquito.


O alerta é ainda maior porque, apesar de Tangará da Serra ter registrado em 2025 uma redução de cerca de 90% nos casos de arboviroses — foram 1.128 casos contra mais de 10 mil em 2024 —, o índice de infestação continuou alto, chegando a quase 80% dos imóveis urbanos. Ou seja, mesmo com menos casos, o risco permanece grande devido à quantidade de focos do mosquito espalhados pela cidade.


Para tentar conter a proliferação do Aedes aegypti, a Prefeitura adotou medidas emergenciais, como a aplicação de inseticida com praletrina e imidacloprida, utilizando bombas costais de ultra baixo volume (UBV). O trabalho está sendo feito bairro por bairro, rua por rua e casa por casa. Antes da aplicação, os moradores são avisados e orientados a cobrir alimentos e proteger animais domésticos.


Além disso, agentes de saúde realizaram panfletagem em bairros e vias públicas, reforçando as orientações à população. Em entrevista à rádio Serra FM, no programa Primeira Hora, o supervisor de campo da Vigilância Ambiental, Elias Duarte, explicou que o município está realizando ações no formato “pit stop”, com aplicação de inseticida e muita orientação. “A Prefeitura está fazendo a parte dela, mas é fundamental que cada morador cuide do seu quintal e elimine qualquer recipiente que possa virar criadouro do mosquito”, alertou.

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