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ALÔ COMUNIDADE - Baixa vacinação contra gripe acende alerta e lota postos de saúde e hospitais em Tangará da Serra



Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A baixa cobertura vacinal contra a influenza está preocupando autoridades de saúde em Tangará da Serra. Desde o início da campanha, em abril, o número de pessoas imunizadas segue abaixo do esperado, enquanto cresce a procura por atendimentos nas unidades de saúde, UPAs e hospitais, que já operam com alta ocupação, principalmente por casos de síndromes gripais.


Responsável pela Vigilância Epidemiológica do município, a enfermeira Juliana Herreiro fez um alerta direto à população. Segundo ela, o cenário não é exclusivo da cidade, mas se repete em todo o Brasil.


“Ainda estamos com o número de doses aplicadas muito baixo, abaixo do esperado, e a situação epidemiológica do município em relação às síndromes gripais preocupa”, afirmou. Ela também destacou a pressão sobre a rede de saúde: “tanto o hospital municipal quanto os hospitais privados estão lotados, principalmente de crianças e idosos, que são os grupos prioritários da vacinação”.


A campanha tem como público-alvo crianças menores de 6 anos, idosos e gestantes, considerados mais vulneráveis às complicações da doença. Mesmo com a vacina disponível diariamente nas Unidades de Saúde da Família e com a realização do Dia D neste sábado, das 8h às 16h, a adesão ainda é considerada baixa.


Juliana reforça que a influenza não deve ser tratada como uma simples gripe. “Não espere ficar doente, porque é uma doença grave que pode ter complicações, internações e evoluir para o óbito”, alertou. Ela também rebate informações falsas que circulam sobre a vacinação. “A vacina é segura e a doença é perigosa e pode ocasionar o óbito”, disse.


Outro ponto destacado pela enfermeira é o impacto da desinformação, que tem dificultado a adesão da população.


“Hoje a gente enfrenta muitas contradições, muitas mentiras, muita desinformação a respeito das vacinas”, pontuou. Segundo ela, o sucesso de campanhas anteriores só foi possível graças à confiança da população na imunização. “A gente não enfrentou grandes epidemias porque os nossos pais nos vacinaram quando a gente era criança”.


Diante do cenário, o apelo das autoridades é claro: a população deve procurar as unidades de saúde o quanto antes. A vacinação é a principal forma de evitar casos graves, reduzir internações e aliviar a sobrecarga no sistema de saúde.

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