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Colapso na saúde mais uma vez? O que está acontecendo com Tangará da Serra?


Tangará da Serra vive mais uma vez um momento crítico na sua saúde pública nos últimos anos. Com unidades superlotadas, pacientes aguardando atendimento por horas e até dias, e profissionais no limite, a pergunta que ecoa nas ruas é uma só: o sistema entrou em colapso?


Em uma tentativa urgente de conter o caos, a Câmara Municipal aprovou, às pressas, um pacote emergencial de mais de R$ 2,4 milhões. A medida prevê contratação temporária de médicos e enfermeiros, além da ampliação do atendimento em unidades básicas e reforço na UPA. Mas, para muitos moradores, a decisão chega tarde. A crise já está instalada — e os números assustam.


Somente nos primeiros meses de 2026, a UPA já realizou mais de 23 mil atendimentos. Com capacidade para 18 leitos, a unidade vem operando com até 32 pacientes internados simultaneamente, muitos deles permanecendo por até 15 dias em condições improvisadas. Um cenário que especialistas classificam como grave e fora de controle.


No Hospital Municipal Arlete Daisy Cichetti de Brito, a situação não é diferente. A taxa de ocupação chegou a níveis alarmantes: 98% na clínica médica e 95% na UTI. Doenças respiratórias como pneumonia e bronquiolite dispararam, agravando ainda mais a pressão sobre o sistema. Corredores lotados, falta de leitos e equipes exaustas já fazem parte da rotina.


Diante desse cenário, o prefeito Vander Masson decretou estado de emergência na saúde pública, reconhecendo oficialmente a gravidade da situação. O decreto permite contratações imediatas, compra de insumos e até requisição de bens e serviços para tentar frear o avanço da crise. A medida tem validade de 180 dias, podendo ser prorrogada.


Enquanto isso, a população segue apreensiva e cobrando respostas. Por que a situação chegou a esse ponto? Faltou planejamento? Houve demora na reação? São questionamentos que ganham força diante do agravamento rápido do cenário.


O Plantão TGA aguarda um posicionamento oficial do prefeito Vander Masson (União Brasil) e da secretária municipal de saúde, Angela Xavier Belizário, sobre as medidas adotadas e quais ações concretas serão realizadas para evitar que o sistema de saúde entre em colapso total.


A crise está instalada — e agora, Tangará da Serra corre contra o tempo.

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