ESQUEMA DA MAQUININHA - Justiça Federal mantém prisão de estagiária que aplicava golpes no Fórum de Tangará da Serra
- Da Reportagem

- há 18 horas
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A estagiária de Direito, Lília Grazielly Correia da Silva, de 20 anos, seguirá presa após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), divulgada nesta segunda-feira (06). Ela é investigada por aplicar golpes bancários em Tangará da Serra, junto com o namorado, Mauro Henrique Santos Vilela, de 21 anos.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o casal se passava por falsos agentes bancários ou representantes de empresas de máquinas de cartão para enganar vítimas. Utilizando engenharia social, eles conseguiam dados pessoais e induziam as pessoas a clicarem em links fraudulentos, permitindo acesso a contas e aplicações financeiras.
Na decisão, o ministro relator Antônio Saldanha Palheiro negou o pedido de soltura em caráter liminar, afirmando que não há ilegalidade evidente na prisão. Ele determinou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso e o juiz de primeira instância prestem novas informações sobre o andamento do caso antes de uma decisão definitiva.
Segundo o magistrado, o processo segue dentro da normalidade e não há excesso de prazo. A denúncia foi apresentada 66 dias após a prisão e já foi recebida pela Justiça. Além disso, o STJ destacou a complexidade do caso, que envolve organização criminosa, vítimas em diferentes estados e necessidade de perícias técnicas em diversos aparelhos eletrônicos.
A Corte também entendeu que a prisão preventiva está bem fundamentada, levando em consideração a gravidade dos crimes e o risco de continuidade das fraudes. Ainda conforme a decisão, a liberdade da investigada poderia comprometer a apuração, com possibilidade de exclusão de provas digitais, combinação de versões com outros envolvidos e até reorganização do esquema criminoso.
ESQUEMA SOFISTICADO
Lília está presa desde dezembro do ano passado e responde por estelionato qualificado por fraude eletrônica, uso de identidade falsa e participação em organização criminosa. As investigações apontam que o grupo utilizava perfis falsos, alteração de voz, múltiplas linhas telefônicas e anúncios fraudulentos para enganar as vítimas.
A defesa já havia tentado a soltura por meio de habeas corpus no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, sem sucesso. No STJ, os advogados alegaram ilegalidade da prisão, demora no processo e possibilidade de medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica, argumentos que não foram aceitos neste momento.
RELEMBRE O CASO
Lília e Mauro foram presos em flagrante no dia 1º de dezembro, em Tangará da Serra. À época, ela cursava o sexto semestre de Direito e estagiava no Fórum do município, com salário aproximado de R$ 2 mil. Mauro possui antecedentes por tráfico de drogas.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu seis celulares de última geração, um notebook, diversos chips telefônicos e dinheiro em espécie. Também foram localizados veículos de alto valor, incluindo um Ford Fusion, um Corolla e uma motocicleta importada.
As investigações começaram cerca de um mês antes das prisões, após denúncias indicarem o possível envolvimento da estagiária em fraudes. Segundo a polícia, as últimas mensagens enviadas às vítimas ocorreram poucas horas antes da chegada dos agentes.
Mauro Henrique Santos Vilela também permanece preso, e o caso segue em investigação.







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