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Governo de MT decreta proibição do uso do fogo e acende alerta em Tangará da Serra e municípios do Cerrado e Pantanal


Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

O Governo de Mato Grosso publicou, nesta quarta-feira (29), decreto que declara situação de emergência ambiental em todo o Estado e estabelece o período proibitivo de uso do fogo. A medida já acende um alerta direto para Tangará da Serra e municípios da região como Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres, Sapezal, Porto Estrela, que integram áreas de Cerrado e influência do Pantanal, diante do histórico de queimadas e das condições climáticas previstas para os próximos meses.


De acordo com o decreto, o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais estará proibido entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026 nos três biomas presentes em Mato Grosso: Amazônia, Cerrado e Pantanal. A restrição considera fatores como estiagem prolongada, altas temperaturas, ondas de calor, baixa umidade do ar e ventos intensos — condições que aumentam significativamente o risco de incêndios florestais.


Na região de Tangará da Serra, o alerta se estende a municípios como Nova Olímpia, Campo Novo do Parecis, Barra do Bugres e Denise, que possuem áreas de Cerrado e proximidade com bacias importantes que contribuem para o Pantanal. Nesses locais, o período seco costuma agravar os focos de calor, exigindo atenção redobrada de produtores rurais e da população.


O decreto prevê ainda que o período proibitivo pode ser antecipado ou prorrogado, conforme mudanças nas condições climáticas ao longo do ano. Apesar da proibição, a norma abre exceção para queimas controladas realizadas ou supervisionadas por órgãos públicos responsáveis pela prevenção e combate aos incêndios.


Outra medida importante é a criação da Sala de Situação Central (SSC), que atuará durante toda a temporada de incêndios, de julho a novembro. O órgão terá papel estratégico na coordenação das ações de monitoramento, resposta rápida e combate às queimadas ilegais, reunindo diferentes níveis de governo.


A coordenação da Sala ficará sob responsabilidade do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, por meio da Diretoria Operacional, que deverá intensificar as ações integradas, principalmente nas regiões mais vulneráveis, como o entorno de Tangará da Serra e áreas de transição entre Cerrado e Pantanal.


Autoridades reforçam que o período exige conscientização da população. Queimadas ilegais podem gerar multas, responsabilização criminal e, principalmente, causar danos ambientais severos, afetando rios, fauna, flora e a qualidade do ar em toda a região.

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