MORTE DE MÃE E BEBÊ - Em entrevista, secretária nega negligência e diz que gestante deixou UPA sem autorização em Tangará da Serra
- Da Reportagem

- há 7 dias
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A morte de uma gestante e do bebê em Tangará da Serra segue gerando forte repercussão, mas a Secretaria Municipal de Saúde sustenta que não houve negligência no atendimento. Em entrevista ao programa 1ª Hora, da Rádio Serra FM, a secretária Angela Belizário afirmou que a paciente foi atendida na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) durante a madrugada, medicada e mantida em observação, porém deixou o local por conta própria, sem autorização médica, o que, segundo ela, interrompeu o acompanhamento clínico necessário.
O caso ganhou grande visibilidade após a circulação de um vídeo nas redes sociais, gravado pelo companheiro da gestante, que mostra a mulher saindo da unidade ainda com soro. Nas imagens, ele critica o atendimento e a estrutura da unidade. Após a confirmação das mortes, o conteúdo passou a ser amplamente compartilhado, provocando indignação e levantando questionamentos por parte da população.
De acordo com a secretária, após deixar a UPA, a gestante procurou atendimento em um hospital particular, onde o médico responsável pelo pré-natal teria constatado o óbito do bebê. A gestora afirmou ainda que o acompanhamento da gestação ocorreu, em sua maior parte, na rede privada, com apenas dois registros de atendimento na rede pública municipal.
A Secretaria informou que, dias depois, a família buscou novamente atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), devido a dificuldades financeiras. A paciente foi internada, passou por reavaliação médica e apresentou agravamento do quadro clínico, sendo necessário o encaminhamento para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela permaneceu hospitalizada por 13 dias, mas não resistiu.
Outro ponto destacado pela pasta é que, segundo avaliação médica, o bebê já estava sem vida há mais de 12 horas antes da constatação oficial do óbito. A secretária também mencionou a presença de infecções graves, possivelmente relacionadas ao tempo em que o feto permaneceu no útero, o que pode ter contribuído para o agravamento do estado de saúde da paciente.
Angela Belizário reforçou que “nunca houve negligência” por parte da equipe e atribuiu parte da pressão sobre o sistema à falta de estrutura estadual para atendimento de gestantes de alto risco. Segundo ela, municípios como Tangará da Serra acabam recebendo pacientes de cidades vizinhas sem o suporte necessário, o que sobrecarrega a rede local.
O caso continua repercutindo na cidade e deve ser alvo de apuração por órgãos competentes, que irão analisar as circunstâncias do atendimento, a evolução clínica da paciente e possíveis responsabilidades.







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