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Operação desarticula organização criminosa envolvida em ataque e roubos de grande escala no país


A Polícia Civil de Mato Grosso avançou na desarticulação de uma organização criminosa altamente estruturada, responsável por ações violentas em diversos estados do Brasil. Segundo as investigações, o grupo era dividido em seis núcleos específicos: comando e financeiro, planejamento e logística, execução, apoio no Pará, apoio no Tocantins e locação veicular, este último responsável por dar suporte durante as fugas.


De acordo com a apuração, as atividades criminosas tinham como principal objetivo o chamado “domínio de cidades”, estratégia usada para executar roubos de grande porte, especialmente contra bancos e transportadoras de valores. As ações eram planejadas com alto nível de organização e envolviam armamento pesado, logística interestadual e divisão clara de funções entre os integrantes.


No que diz respeito ao financiamento, a polícia identificou que os recursos utilizados pela quadrilha eram provenientes de outros crimes de grande magnitude, como roubos a instituições financeiras e empresas de transporte de valores realizados nos últimos anos em diferentes regiões do país. Além disso, muitos dos investigados já haviam participado de outras ações criminosas, incluindo delitos de médio e pequeno porte que serviam como base para esquemas de lavagem de dinheiro.


Segundo o delegado titular da GCCO, Gustavo Belão, esta fase da operação representa um marco importante no combate ao crime organizado em Mato Grosso. “São criminosos que planejaram, financiaram e executaram a logística do terror vivenciado naquele dia na cidade de Confresa. O trabalho demonstra que não há fronteiras para a Justiça. Todos serão responsabilizados”, afirmou.


O caso que deu origem à investigação ocorreu no dia 9 de abril de 2023, quando cerca de 20 criminosos fortemente armados sitiaram o município de Confresa, a mais de mil quilômetros de Cuiabá. Durante a ação, parte do grupo invadiu o quartel da Polícia Militar, rendeu policiais e incendiou o prédio, enquanto outros integrantes destruíam veículos e espalhavam o pânico pela cidade. O principal alvo era a transportadora de valores Brinks, mas, apesar do uso de explosivos, o grupo não conseguiu acessar o cofre e acabou fugindo, abandonando veículos e equipamentos utilizados no crime.

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