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Operação Fake Eagle desarticula grupo suspeito de aplicar golpes pela internet a partir de Cuiabá

A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta terça-feira (1º), sete ordens judiciais durante a Operação Fake Eagle, deflagrada contra um grupo criminoso suspeito de aplicar golpes pela internet utilizando falsas identidades e contas bancárias de terceiros.


Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. Todos os alvos foram localizados em Cuiabá.


A investigação foi conduzida pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul e teve início após uma empresa de Esteio ser alvo de uma tentativa de golpe. Criminosos utilizaram a fotografia do diretor da empresa em um número de WhatsApp e tentaram convencer uma funcionária do setor financeiro a realizar uma transferência de aproximadamente R$ 29 mil.

A fraude não foi concretizada porque a funcionária desconfiou da abordagem e não realizou a transferência.

Durante as investigações, os policiais identificaram uma estrutura criminosa que estaria concentrada em Cuiabá.


Segundo a Polícia Civil, os suspeitos utilizavam contas bancárias em nome de terceiros, chaves Pix, aparelhos celulares e linhas telefônicas com DDD de outros estados para dificultar a identificação dos responsáveis pelos golpes.

Um dos números utilizados tinha DDD 51, do Rio Grande do Sul, mas a investigação apontou que a ligação teria partido de Cuiabá. Outros 14 números com o mesmo código de área também foram identificados.


A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Polícia Civil de Mato Grosso.


Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, na forma tentada, e associação criminosa. As investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas e outros envolvidos no esquema.


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