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Operação Replay: Polícia Civil prende esposa de investigado apontado como braço financeiro de líder de facção

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, na madrugada desta sexta-feira (31), uma mulher de 31 anos investigada por integrar uma organização criminosa e atuar em um esquema de lavagem de dinheiro. A suspeita foi detida no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, logo após desembarcar de uma viagem à Europa.

A prisão foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), com apoio da Polícia Federal.


A investigada é um dos alvos da Operação Replay, deflagrada simultaneamente em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Como estava fora do país no momento do cumprimento dos mandados judiciais, a prisão preventiva foi executada assim que ela retornou ao Brasil.


De acordo com as investigações, a mulher é esposa de um homem apontado como braço financeiro e pessoa de confiança de uma das principais lideranças da facção criminosa investigada.


As apurações indicam que, mesmo sem possuir renda formal compatível, ela movimentava grandes quantias em diversas contas bancárias, sendo suspeita de ocultar e dissimular recursos provenientes das atividades ilícitas da organização.


Patrimônio milionário


A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. As investigações avançaram após a análise de dados telemáticos obtidos nas fases anteriores.

Segundo a Polícia Civil, o grupo utilizava contas bancárias de terceiros e registrava imóveis e veículos em nome de pessoas sem capacidade financeira compatível para esconder a origem do dinheiro.


As medidas determinadas pela Justiça atingem cerca de R$ 17,28 milhões em bens, entre apartamentos, casas de alto padrão, terrenos e veículos localizados em Mato Grosso e Santa Catarina. Também foi solicitado o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em valores relacionados à movimentação financeira investigada.


Ordens partiam de dentro da prisão

As investigações ainda apontam que um dos principais investigados continuava comandando parte das ações criminosas de dentro de uma unidade de segurança máxima do sistema penitenciário estadual.


Segundo a Polícia Civil, mensagens analisadas mostram orientações sobre movimentações financeiras, registros contábeis e contatos com integrantes da organização que permaneciam em liberdade.


A Operação Replay segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.


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