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Suposta fraude em exames: "Foi a prefeitura quem suspeitou, denunciou o laboratório e comunicou a Polícia e o Ministério Público", afirma prefeito Vander


Prefeito Vander e secretária de Saúde Angela durante coletiva de imprensa nesta terça-feira
Prefeito Vander e secretária de Saúde Angela durante coletiva de imprensa nesta terça-feira

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso investiga denúncia de suposta emissão de exames falsos por um laboratório credenciado pelo município para atender pelo SUS em Tangará da Serra. Segundo a autoridade policial, há indícios de falsidade ideológica e falsidade material, após relatos de que pacientes apresentaram exames que não corresponderiam à realidade clínica. O laboratório teria fechado as portas repentinamente após a denúncia, e o responsável informou que não estava na cidade.


Durante coletiva nesta terça-feira (03), o prefeito Vander Masson (União Brasil) afirmou que a própria gestão municipal foi protagonista nas apurações iniciais. De acordo com ele, a Secretaria de Saúde identificou indícios de irregularidades durante fiscalizações de rotina, registrou boletim de ocorrência e comunicou o Ministério Público do Estado de Mato Grosso. O prefeito disse que, até o momento, não há confirmação de envolvimento de servidores públicos, mas que todos os fatos serão apurados.


A secretária municipal de Saúde, Angela Xavier Belizario, explicou que o município mantém uma comissão técnica específica para monitorar os laboratórios credenciados, além do fiscal de contrato. Segundo ela, as visitas são periódicas e realizadas em todos os estabelecimentos. Em uma das fiscalizações, foi constatada inoperância do laboratório em momento em que deveria estar funcionando, o que levou ao acionamento da Vigilância Sanitária e ao registro de ocorrência policial.


Sobre o contrato, a gestão informou que um dos laboratórios já havia sido suspenso anteriormente por 12 meses após abertura de Processo Administrativo Disciplinar (PAD).


Outro estabelecimento teve as atividades suspensas recentemente por irregularidade no alvará sanitário. A secretária destacou que o município não pode romper contratos sem provas formais, sob risco de questionamentos judiciais, e que pagamentos anteriores foram realizados mediante atesto do fiscal e apresentação de documentação.


A Prefeitura também informou que os serviços laboratoriais continuam sendo prestados por outros estabelecimentos credenciados, sem interrupção no atendimento à população. Atualmente, o município trabalha com mais de um laboratório para atender hospital, UPA e atenção básica, com média de cerca de R$ 48 mil mensais por unidade credenciada. A investigação segue em sigilo e deverá ser concluída pela Polícia Civil nos próximos dias.

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