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Tangaraense condenado a 40 anos de prisão usou saco plástico para sufocar esposa; corpo foi abandonado às margens de córrego


Novos detalhes apresentados durante o julgamento do pedreiro Adalberto Ribeiro dos Santos revelaram a extrema crueldade do assassinato de Kelma Dias da Silva, em Tangará da Serra. Condenado a 40 anos, dois meses e 12 dias de prisão em regime fechado, o réu foi responsabilizado pelo feminicídio e ocultação de cadáver da companheira. Entre os elementos mais chocantes do caso está a confirmação pericial de que a vítima morreu por asfixia mecânica causada por sufocamento com o uso de um saco plástico.


As investigações mostraram que, após matar Kelma, o condenado tentou despistar a polícia sustentando a versão de que ela teria deixado a residência por vontade própria. Como a vítima era usuária de drogas, a hipótese chegou a ser considerada inicialmente. No entanto, o desaparecimento registrado pelo filho de Kelma levou ao aprofundamento das investigações, que desmontaram a narrativa apresentada pelo suspeito.


Dias depois, o corpo foi localizado às margens do Córrego da Preguiça, no distrito de Deciolândia. A vítima estava enrolada em um cobertor xadrez, amarrada com fios de alta resistência, em avançado estado de decomposição e com diversos sinais de violência. Na residência do casal, os policiais encontraram um cenário que reforçou a suspeita de um crime violento: móveis fora do lugar, indícios de luta corporal e várias manchas de sangue humano espalhadas pela casa.


Conforme testemunhas ouvidas durante a investigação, o relacionamento era marcado por agressões, ameaças e ciúmes excessivos. Kelma teria manifestado o desejo de encerrar a relação dias antes do crime, mas Adalberto não aceitava o fim do relacionamento. O Conselho de Sentença acolheu todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, reconhecendo que o crime foi motivado por sentimento de posse e ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar.

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