TANGARÁ: Fantasma da falta de água volta a preocupar e Samae pede economia
- Da Reportagem

- há 1 dia
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O fantasma da falta de água volta a rondar Tangará da Serra com a previsão de uma estiagem mais severa nos próximos meses. Diante das projeções climáticas para o segundo semestre de 2026 e início de 2027, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Samae) pede que a população economize e use a água de forma racional.
Segundo o diretor do Samae, Marcos Scolari, em entrevista ao Diário da Serra, o município entra agora no período de estiagem e as chuvas podem demorar mais do que o esperado. A orientação é evitar desperdícios, como lavar calçadas e veículos com frequência e tomar banhos demorados. “Cada economia faz com que nossa condição de tratamento de água atenda a população de maneira geral”, afirmou.
Apesar da preocupação, Scolari garante que a situação atual é considerada segura. Segundo ele, Tangará da Serra possui água bruta disponível e os reservatórios estão com níveis considerados tranquilos. O temor está relacionado principalmente à possibilidade de um período prolongado de seca, associado aos efeitos do fenômeno El Niño, que pode reduzir as chuvas e aumentar o calor e a evaporação.
Para enfrentar o período crítico, o Samae também pretende monitorar a reserva da represa Sitna, utilizando inicialmente os primeiros 50 centímetros do alteamento realizado no local. A estrutura ainda possui outros 1,80 metro de reserva, que poderá ser utilizada conforme a necessidade. As obras de captação no Rio Sepotuba também continuam e devem ampliar a segurança hídrica do município.
Outra medida prevista é a ampliação da capacidade de tratamento de água. A expectativa é acrescentar mais 50 litros por segundo à estação atual, que poderá chegar a 350 litros por segundo, além da nova ETA, com capacidade de mais 150 litros por segundo. De acordo com o Samae, os investimentos devem acrescentar 200 litros por segundo ao sistema e garantir maior segurança no abastecimento de Tangará da Serra para as próximas décadas.




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