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Servidores do Município de Tangará da Serra farão paralisação na próxima terça; prefeito Vander diz que “é impossível sentar com o Sindicato”



Os servidores públicos municipais de Tangará da Serra realizarão paralisação de 24 horas na próxima terça-feira, 24 de fevereiro, e se reunirão em frente à Prefeitura Municipal. O movimento começa às 7h e promete seguir até as 7h do dia 25, quarta-feira. Enquanto o sindicato cobra diálogo e valorização salarial, o prefeito Vander Masson afirmou que já recebeu os representantes três vezes e declarou que, “enquanto gestor, é impossível sentar com o Sindicato”.


Paralisação deverá afetar principalmente áreas como Saúde, Educação e Infraestrutura.


De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Tangará da Serra (SSERP), Willians Reis, a categoria decidiu entrar em estado de greve após mais de dez anos sem aumento real nos salários. Segundo ele, as perdas acumuladas passam de 22% nesse período. O reajuste de 4,26% referente à Revisão Geral Anual (RGA), anunciado pela Prefeitura, foi considerado insuficiente.


Willians afirmou que a categoria tenta negociar há anos com o Executivo. “Esse movimento é um basta, um chega a essa truculência e à falta de conversa com a categoria”, declarou. Segundo ele, após a paralisação, o sindicato dará mais 24 horas para que o município apresente uma proposta concreta. Caso contrário, a categoria poderá avaliar uma greve por tempo indeterminado.


Em entrevista à Rádio Serra FM, o prefeito Vander Masson (União Brasil) disse que o município nunca se recusou a dialogar e que a principal dificuldade está nos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede o município de ultrapassar o limite prudencial de gastos com pessoal. Ele destacou que concedeu RGA de anos anteriores e aplicou reajustes, incluindo o pagamento do piso dos professores, com aumentos de 33% e posteriormente mais de 22%.


O prefeito também citou outras ações, como mudanças na situação de agentes comunitários de saúde e a criação de lei para garantir 83% dos salários variáveis em casos de afastamento por doença. Ao final, afirmou que, se houver greve, será “uma irresponsabilidade do sindicato” e disse acreditar que a maioria dos servidores não deseja a paralisação.

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